Muito além do underground!
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Dead Flesh Walking
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Por Law Tissot - Presidente do Fã-Clube da banda - 25/09/04
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A Dead Flesh Walking é uma banda muito significativa, seja pela qualidade de suas músicas, pela essência de suas letras ou pela estética e performances completamente de acordo com o que os integrantes se propõe. E eles são ótimos, ao vivo ou através do primeiro CD The Invasion Begins, que abre com a clássica Un-Dead Girl e segue adiante com uma música melhor do que a outra. Eu não tenho nenhum pudor em alardear que eles são a melhor banda da nossa cena atual. Não desmerecendo nenhuma outra, muito pelo contrário. Fico na expectativa que a Dead Flesh Walking sirva de exemplo para todo o nosso underground. Competência e dedicação são os ingredientes básicos a serem seguidos... e isso eles tem de sobra.
The Invasion Begins... Primeiro CD demo, gravado em 29 de dezembro de 2002, com o primeiro baterista Sherokee Chihuaua. Todas as 13 faixas traduzem de forma eficiente as influências musicais que a banda se propõe, além de todas as letras estarem brilhantemente repletas de citações inerentes ao mundo das trevas da literatura, cinema, quadrinhos, RPG e outras lendas urbanas. Particularmente Bobbie Jo é a minha preferida - considero a melhor música que já escutei até agora, neste Século 21 -, com uma letra inspirada em Evil Dead 2 (do diretor Sam Raimi). o
o 01 - Un-Dead Gril 02 - Library Destroyers 3 - Trace Of Death 04 - Monster Too 05 - The Omega Man 06 - Bobbie Jo 07 - Pickman´s Model 08 - Green Flesh 09 - Wormy Nightmares 10 - S.A.N.S.W. 11 - Monster Of The Grave 12 - Ingrid 13 - Lord Of The Darkness
(capa colorida + encarte com as letras) o Produção profissional
o O CD da Dead Flesh Walking foi gravado no Estúdio Sonoris (Rio Grande), com a competência técnica de Emílio e Eduardo "Caveira". Esses dois caras são lendários na nossa cena underground, estiveram envolvidos em diversas bandas (no caso do Eduardo) e aventuras urbanas (o Emílio foi um dos primeiros punks de nossa cidade, nos distantes anos 80). Hoje, à frente do estúdio, eles oferecem um trabalho altamente profissional, com equipamentos de última geração - tanto para ensaios quanto gravações -, prova disso é o próprio CD da Dead Flesh Walking (entre outras tantas bandas de nossa cena atual), que apresenta uma qualidade irrepreensível.
Aguardem para 2005, um fanzine especial, lançado pelo Estúdio Areia Hostil, com uma viagem completa no obscuro mundo da Dead Flesh Walking. |
Você não esteve lá. Não sabe o que digo. Mas quem lá esteve, nunca mais esqueceu. o
o A história do rock de Rio Grande, neste século 21, é uma viagem tipicamente urbana, logo, esquizofrênica e performática. A informação é fragmentada, procuro por todos os indícios de arte, como um garimpeiro da realidade. Assim me sinto como um verdadeiro cyberpunk. Eu coleciono as realidades que vivencio. Então, quando estou entre essas tribos que se reúnem para fazer e escutar rock, eu sinto como se estivesse mergulhado numa realidade virtual. Pré-programada. Aqui, realidade e fantasia se misturam em diversas plataformas de entretenimento e consumo, embalados por uma filosofia no future, muitas vezes compradas sem o menor critério. Mas isso não dói. Porque existem os outros sentidos. Os ruídos, os cheiros, os gritos, os apertos de mão, os beijos e abraços. É como um videogame. O RPG definitivo, afinal. Faço meus catálogos mentais e digitais. E procuro por outros iguais. Lembro do que ouvi de um garoto de uns 13 anos, com sua camiseta do Nirvana, num festival de rock que ocorreu alguns meses atrás: "Nós somos todos celebridades!" Eu redimo tudo isso com um olhar mais artístico, poético, filosófico... Essa manifestação noturna, repleta de seres sonhadores, emblemáticos, assustados, felizes, bêbados, perdidos, perdedores, predadores. Tribos em busca de um imediatismo suicida.
Foi percorrendo esse mundo inquieto que, lá por 2002, eu decidi fingir para mim mesmo que o underground não existia mais. Esse olhar desatento pretendia borrar até mesmo as minhas antigas performances. Quando passava por alguém da "cena antiga" trocava algum cumprimento casual e seguia meu caminho. Até que o Enio me entregou um CD da sua nova banda, Dead Flesh Walking e tudo mudou na minha cabeça, na minha alma e nas minhas atitudes. Naqueles dias eu estava vivendo momentos bastante intensos com meus quadrinhos para o Areia Hostil e logo eu tive certeza que a banda iria fazer parte de minhas histórias da Cidade Cyber.
Conheço o Enio há muitos anos, desde a época em que ele ainda tocava na lendária banda Stagger, lá pelos anos iniciais da década de 90. o
o Comprovei que onde houvesse uma manifestação honestamente underground em Rio Grande, certamente o Enio estaria pela volta. Participando, colaborando, prestigiando e fundamentalmente divulgando a nossa cena através de seus inúmeros contatos espalhados pelo Brasil e pelo mundo. Um batalhador incansável, sonhador, idealista e acima de tudo um grande artista. Prova disso foi a banda FxCxSx, que ele gerou junto do Marcus Ferrari, Teilor e Lizandro, colocando a nossa cidade no mapa da cena independente brasileira, com muita propriedade. o
A logo criada por Lorde Lobo. |
o Na Dead Flesh Walking, Enio assume a performance de Vlad Orlock (guitarra), ao lado de Irene Bloody Ruby (vocais), Maurício Johnny Web Fang (baixo)... A banda contava até pouco tempo com Dário Sherokee Chiuaua na bateria, mas ele decidiu seguir em busca de seu próprio projeto, sendo substituído pelo Franco (que já tocou em outra banda do nosso antigo underground, a Nic Fit, ao lado do Leonardo e Christian). o
o O baixista Maurício "Johnny Web Fang" também já tocou na extinta banda Stagger, ao lado do Enio. Maurício curte bandas significativas como Sex Pistols e G.B.H. Precisa dizer mais? o
o Franco, o novo baterista, que adotou o nome Frank O já esteve nas bandas Nic Fit e Satan Goss (ambas dos anos 90). Formado em jornalismo pela Escola de Comunicação Social da Universidade Católica de Pelotas, atualmente trabalha na TV FURG. Franco já em filmes independentes como Hominal (making of), em 1999 e Duo (produtor), em 2001. Inclusive ganhou diversos prêmios por essas produções. Detentor de uma vasta coleção de CDs de rock alternativo (com bandas como Le Tigre, Melvins, Kyuss ou Stoner), já colaborou com a composição de sete novas músicas da Dead Flesh Walking, que em breve aparecerão no novo CD. o
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o Irene "Bloody Ruby", a bruxa alienígena cuja voz hipnotizante sempre deixa a platéia em êxtase, esteve presente - junto da banda - numa rápida aparição na história da Cidade Cyber publicada na Areia Hostil 5 (Jan. 2003). Em breve a banda aparecerá em novas aventuras ao lado dos personagens da série. o
o Site oficial da banda aqui Com MP3, fotos, release e outras informações! |