Areia Hostil entrevista

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Carlo Diego

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Por Vagner Francisco (24/09/05)

 

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Um típico jovem. Por vezes se mostra tímido, de poucas palavras... em outras ocasiões, fala tanto que chega a ser difícil entender o que ele quer dizer!

Muito simpático, carrega sempre um grande sorriso estampado no rosto.

Assim é Carlo Diego, um promissor quadrinista descoberto pelo Estúdio Areia Hostil que recentemente foi citado na revista Wizard, pelo jornalista Sidney Gusman, como um artista "dono de um traço divertidíssimo".

E se querem conhecê-lo um pouco melhor, a hora é esta:

 

Areia Hostil: Diga-nos, quem é Carlo Diego. Fale um pouco de sua vida...

 

Carlo Diego: Nasci em 10 de setembro de 1985. Comecei a curtir quadrinhos aos nove anos, foi quando também comecei a desenhar, gosto muito de desenhos animados, livros e música.

 

AH: Como ocorreu o teu envolvimento com o mundo dos quadrinhos? E de onde partiu o interesse em participar do curso “Top Comics” de HQs?

 

CD: Conheci o Law Tissot através da antiga Fator X (uma loja de HQ). Foi ele que me apresentou ao Lorde Lobo, um dos caras que me influenciou no traço, estilo, etc. Estes caras lançaram o meu primeiro personagem, o Wild, ao público. Um curso de histórias em quadrinhos me deixava entusiasmado, quis participar do curso para entender como se faz uma HQ.

 

AH: O Wild, atualmente, está um pouco mudado em relação às primeiras edições da Areia Hostil. No início, ele aparentava ser super poderoso, como o Topman, e agora, está no gabarito do Johnny Bravo, por exemplo. Conte-nos o porquê dessa mudança e quais as conseqüências desse “progresso” em relação ao leitor.

 

CD: No início o Wild era mesmo muito parecido com o Topman, mas pensei em mudá-lo logo no início... hoje ele está sem poderes, gosto de trabalhar com ele assim! É claro que o Johnny Bravo me influenciou, mas em termos de aparência, também me inspirei muito num personagem do Gen13, o Grunge. Na verdade, nem eu entendo o porquê destas mudanças, nem se elas terão ou não alguma conseqüência... espero que alguém descubra e me explique!

 

AH: Na edição 3 de Areia Hostil (janeiro/2002), você produziu uma hilária história do Wild, em que ele se vê como garçom dos super-heróis norte-americanos. Você acha que esse é o atual papel dos super-heróis brasileiros? O da sujeição?

 

CD: Cara, para te falar a verdade, nem tinha pensado a respeito! Naquela história, eu só quis mostrar que o Wild era menosprezado pelos outros heróis, que nem o viam como um deles, só isso! Mas este lance da sujeição é um ponto interessante a ser pensado...

 

AH: E as bruxas Amélia e Magnólia, o que podes nos dizer sobre elas?

 

CD: Elas são simplesmente duas bruxas que estão tentando se adaptar aos novos tempos, ao estilo de vida dos dias de hoje... e não tá sendo nada fácil pra elas!

 

AH: O Lorde Lobo representa uma referência ao seu trabalho?

 

CD: Sim, muito mesmo! O Lobo é um cara que devo tudo que sou, pois foi ele  que me mostrou os caminhos do desenho! Este cara é fera!!!

 

AH: Quais seus artistas (roteiristas e desenhistas) preferidos?

 

Wild, Magnólia e Amélia, criações de Carlo Diego.

CD: São quatro: Scott Willians, J. Scott Campbell, Mark Evanier e Sérgio Aragonés.

 

AH: O que você tem lido atualmente?

 

CD: Eu tava lendo ThunderCats, mas depois que a revista deles foi cancelada, voltei a ler os gibis da Marvel, como Homem-Aranha, Justiceiro... nada de especial.

 

AH: Descobrimos que você está servindo o exército atualmente. Alguma experiência, digamos, engraçada nesse período militar?

 

CD: Pô! E como! Teve muitos micos! Mas não vou contar agora, pode ser que um dia eu os use numa história... Tá, só um: Uma vez tive que “pagar apoio” durante o banho, peladaço! Não foi fácil! Hê! Hê! Hê!

 

AH: Quais suas expectativas para o futuro, em relação a quadrinhos?

 

 

Capa de Carlo Diego para a Areia Hostil nº 06.

CD: Não ser o melhor, mas estar entre os melhores! De certa forma, já me sinto assim na Areia Hostil!

 

AH: Como você se sentiu ao ver que foi citado na coluna "Universo HQ", do jornalista Sidney Gusman, na revista Wizard, que é uma das mais importantes publicações sobre HQs?

 

CD: Quando o Law me mostrou a revista, lá na escola onde estudo, eu quase não acreditei! Fiquei superemocionado, fui mostrando a revista pra todo mundo! Foi uma baita surpresa, eu não esperava! Cheguei a encher os olhos de água!!! Isso me empolgou muito! O Lobo já me alertou que agora, a minha responsabilidade só aumentou, mas mal vejo a hora de voltar a publicar, já tô até trabalhando nas próximas HQs dos meus personagens!

 

AH: Quer deixar algum recado para os leitores?

 

CD: Sim! Sigam seus sonhos! Por maior que sejam as dificuldades, não desistam!

 

Carlo Diego exercitando o traço.                                 (Fotos: Fábio Dutra)